Da espuma do mar, na areia se levanta, Ainda com algas na trança E nos olhos a cor da vingança Na face pálida a lembrança De que um dia foi criança Anda lenta e pesadamente Molhando por onde passa Tentando trazer à mente O nome da desgraça Que parada estava à sua frente Enquanto seu peito de água encharcava Ressurge, então, das águas do mar O corpo devolvido à areia E a alma tomada por uma bruxa do mar Para cumprir seu papel e se vingar Dessa tormenta que é amar