A porta estranha
Ela se aproximou de uma porta estranha e, nervosa, pegou a chave em seu bolso. Ela respirou fundo, destrancou a porta, parou e, então, a abriu. Para seu horror, ela viu milhares e milhares de baratas circulando por todos os cantos, todas as paredes, umas por cima das outras, dava para ouvir suas patinhas correndo de um lado para o outro, dava para sentir aquele cheiro forte indescritível emanando delas. E ela ali parada, atônita, apenas a observar o movimento desses insetos tão asquerosos, tentava se lembrar que porta era aquela que ela adentrou e por qual motivo a chave para tal porta estaria em seu bolso, tudo parecia estranho e desconexo demais, mas antes que ela pudesse tirar alguma conclusão, algumas baratas começaram a subir por suas pernas, outras começaram a voar em sua direção se emaranhado em seus longos cabelos e se esperneando perdidas em seus cachos, ela se debatia e tentava afastar as baratas em vão, tentava gritar, mas não conseguia, sua voz apenas não saía. Virou-...