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Mostrando postagens de março, 2016

O cacto

Havia em uma casa um jardim cheio de flores das mais diversas cores e aromas e macias ao toque, dentre elas, nasce um pequeno cacto verde e repleto de espinhos. As flores logo se espantam, não sabiam o que aquele cacto estava fazendo ali já que ele não pertencia àquele lugar, não era bonito ou cheiroso como as outras plantas, tinha espinhos que impossibilitavam o toque, não tinha nenhuma beleza e, particularmente, incomodava todas as flores que estavam ao seu redor que ficavam sempre reclamando de sua aparência feia, o cacto sentia-se triste e envergonhado, mas sempre as respondia dizendo que concordava com todas as reclamações, mas não havia nada que ele pudesse fazer em relação a isso, se pudesse mudar sua aparência ele mudaria. Moravam naquela casa três cachorrinhos que tinham acabado de nascer e ainda não haviam saído da casa. Um dia sua mãe disse aos filhotes que já estavam prontos para visitarem o jardim que era um lugar lindo onde poderiam cheirar e admirar as flores maravilh...

O caso do menino desaparecido

Eu estava em minha casa tomando meu café, remoendo lembranças, pensamentos e angústias, lamentando minhas próprias escolhas durante meu percurso nessa vida quando o telefone tocou. Era Bertrão, empresário rico que conheci enquanto ainda trabalhava como policial, já o livrei de algumas confusões e escândalos, estava com uma voz estranha e falou que iria logo ao assunto, sempre foi um homem muito seco e ríspido e nunca pareceu se importar em comprar as pessoas com seu dinheiro, contou-me que seu filho havia sido raptado e que não acreditava que a polícia iria resolver isso logo, que tempo era dinheiro e que não gostava de chamar atenção, se a imprensa soubesse disso  poderia prejudicar seus negócios, então me pediu para que resolvesse o caso da maneira mais rápida e discreta possível em troca de uma grande quantia de dinheiro, é claro. Não hesitei em aceitar, pedi informações sobre o garoto, mas ele não parecia saber muito, disse que tinha treze anos, era magricelo e tinha cabelos c...

scd

Deitada no chão Me esvaindo em sangue O piso molhado, gelado O corpo desmaiado e pálido O teto branco girando E a vida se esgotando O sangue vermelho escorrido No mármore corroído Tudo parece mais bonito Quando não há mais ruído A mente está vazia Assim como a veia dilacerada Já nem lembro mais o que eu fazia Quando estava acordada