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Mostrando postagens de julho, 2020

Qual feitiço que eu faço para te esquecer?

Acendi uma vela preta, escrevi seu nome num papelzinho, fechei os olhos e respirei fundo, pensei: que seja bem feliz, bem longe de mim e não volte mais. Abri os olhos e vi seu nome queimando no fogo da vela, e num rompante de arrependimento, talvez, pensei: se for da vontade do Universo, se não for, pode voltar. As cinzas voaram, e, no dia seguinte, você voltou. Essas coisas me assustam. Não o pequeno feitiço com a vela, não o fato de você ter voltado, mas essa nossa obsessão um pelo outro. Não parece ter fim, e eu já desisti de tentar me livrar disso, estou apenas tentando lidar com o fato de que você vai sempre existir na minha vida, mas nem sempre de perto, nem sempre da maneira que eu quero, e eu vou ter que aceitar e aprender a viver com isso. Tentei te tratar como um cara qualquer, que vai e volta a hora que quer e não daria para eu me importar menos, mas você não é qualquer um. Não sei se é porque você participou de um momento muito importante da minha vida, que foi certam...

Hoje, todas as mães choram.

Hoje, todas as mães choram. Sejam as mães de pet, sejam as mães de plantas, seja qualquer pessoa que tenha qualquer serzinho sob seus cuidados e carinho, qualquer pessoa capaz de ter empatia o suficiente para entender o papel de nutrir e cuidar de uma mãe, independente de gênero, independente de intensidades e grandes ou pequenas responsabilidades. Hoje, todas as mães sofrem juntas, em menor ou maior intensidade. A perda de um filho é sentida por todas as mães, mesmo que subconscientemente, mesmo que só um pouquinho. A mãe natureza dá um jeito de se comunicar conosco, ramificando-se e nos deixando interligadas e dividindo essa imensa dor com todas nós para que esse sofrimento não seja tão insuportável e impossível de ser carregado, continua existente e latente, mas minimamente amenizado, com alguns pedacinhos pequeninos espalhados por todos os nossos órgãos, sistemas e almas. Que eu continue sentindo essa dor se isso significa que o impossível de ser imaginado se torne ligeiramen...