Postagens

Mostrando postagens de 2018

Talvez

Love of my life, gone forever Love of my life, gone for good West Virginia- The Front Bottoms Observei meu amor partir E tudo que consegui dizer foi Okay, já posso voltar a dormir? E assim o fiz Permaneci adormecida por tanto tempo... Você voltava em meus sonhos Apenas para me abandonar novamente E, quando acordei, você não estava mais aqui Mas tudo bem Talvez assim eu volte agora a sorrir Levantei ainda zonza, parecia que havia dormido por séculos e séculos sem fim, sentada na beira da cama olhei para a janela e a escuridão tomava conta do mundo lá fora, os instantes de silêncio foram interrompidos por barulhos de carros, algumas risadas e outros sons estranhos. Esfreguei meus olhos passei a mão por meus cabelos desgrenhados puxando alguns fios com as minhas mãos trêmulas e deixando-os cair no chão lentamente enquanto eu os acompanha com o olhar, depois de alguns minutos olhando o chão do meu quarto um pequeno vulto se aproximou de mim, sentou-se em ...

Todos os tipos de nada

Cheguei em casa, sentei em minha cama e lá fiquei parada no escuro pelo que me pareceu uma vida inteira sentindo nada. A gravidade me parecia especialmente agressiva me puxando para baixo enquanto minha mente enlouquecia tentando se elevar, mas não conseguia. E eu olhava para o nada na escuridão dentro de mim mesma, incapaz de sentir qualquer tipo de emoção. Tentei chorar, mas foi em vão. Tentei me levantar, mas desisti, não tinha forças e nem vontade. Finalmente deitei e dormi. Os dias foram passando e mais nada foi me encontrando. Não fiz nada, absolutamente nada, ainda assim, as roupas foram se acumulando em uma cadeira, copos, pratos, talheres largados por todo lado, sujeira e poeira pelos cantos de meu quarto. A cama parecia estar em sintonia comigo, de tanto me remexer e me rolar para todos os lados no desespero do vazio, minha cama também se despiu de tudo e se mostrou também vazia. Tentei preencher o nada com coisas boas que me fazem feliz, mas só me esgotei ainda mais. M...
Coloquei meus pés no chão Na terra molhada, na grama esverdeada E pedi para Gaia para te esquecer Olhei para Lua e pedi distância Para que todo esse amor se esvazie E não volte a encher Vi o sol nascer e pedi que me iluminasse E levasse embora toda essa escuridão Mas o vazio que você deixou em minha alma Ainda existe e corrói meus pensamentos Me afundando em solidão
Você não vale a estética do meu poema Sua existência não tem profundidade emocional Você é só uma carcaça meio triste Vagando por aí tentando desesperadamente Se agarrar em qualquer garota que precise de salvação Pra satisfazer esse teu complexo de salvador E sentir que talvez sua existência patética Não seja um desperdício Eu sou a beleza do caos Você nunca me entendeu Você nunca me mereceu E todo esse tempo que eu perdi Me perguntando meu deus o que foi que eu fiz Vai ser cobrado Eu sou a porra de um furacão Movido a ódio, sangue e lágrimas E você é só um homenzinho triste perdido Se você passar por mim você será destruído Se eu passar por você eu continuo seguindo Meu amor foi puro e verdadeiro Seu amor foi egoísta e egocêntrico Eu não sou mais uma casca vazia Eu sou a porra de uma entidade cósmica Com sede de sangue Eu sou medusa te perseguindo Com sede de vingança E eu espero muito que você esteja com medo Porque, honestament...

Depression land

I took my medicine I went to therapy And all it took was one dream And I’m back to depression land I did my job I washed my hair Yet all it took was one dream To send me back I saw you there And just like in real life You didn’t care And here i am Laying in my bed Back in depression land

-Meu Deus, de novo, não!

Perdoa se não ouvi o que você dizia naqueles segundos em que me perdi no seu sorriso e só voltei ao som da minha mente gritando -Meu Deus, de novo, não! E sacudi um pouco a cabeça para dispersar o pensamento me dizendo o tanto que te amo que chega a ser ridículo na tentativa em vão de voltar a prestar atenção na sua narrativa que honestamente não consigo nem lembrar sobre o que dizia, só consigo lembrar de teus negros cabelos, das curvinhas do sorriso, da armação de teus óculos... -Meu Deus, de novo, não! Dei uma risada esperando que não fosse uma pergunta e esperando que meus olhos atentos te enganassem de que eu realmente sei do que se trata essa tua falação quando na verdade eu estou só pensando: -Meu Deus, de novo, não!

Nenhum talento

Eu queria ter o talento para pintar a imagem em minha mente De nós dois dentro daquela água quente E os pés apoiados na borda da banheira Eu queria ter o talento para escrever uma canção Sobre querer ouvir o som da sua risada a minha vida inteira Eu queria ter o talento para em fotografia capturar O seu doce sorriso e sua expressão Mas nem um pingo de talento consigo achar Nessa minha imensidão que cisma em te amar

Mar e Lua

Eu sou o mar sendo controlado pela lua Jogando-se para lá e para cá Contra rochas e montanhas Me enchendo e me esvaziando Ao seu prazer Só para lhe satisfazer Embriagado pela sua luz Atormentado pela ressaca de lhe amar Me ilumina, me esgota Me deixa tonto com esse vai e vem Me mata com toda essa distância Me conhece como ninguém