Eu e essa mania de me apaixonar por românticos, Mas eu sou só uma arcadista Eu me contenho, Você transborda.
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Mostrando postagens de janeiro, 2016
AQUELA/AQUELE
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AQUELA Sou aquela que vaga por aí Procurando por almas perturbadas Que não se aguentam mais em seus corpos Com os cabelos roxos e a face pálida Procuro sua essência em seus olhos O seu verdadeiro eu que ninguém mais pode ver Quero a essência do seu ser Quero sugar sua energia Fazer de sua memória a minha Saber de todas as suas histórias Quero suas verdades e suas mentiras Tudo que eu quero é você inteiro para mim Em pedaços servidos em uma bandeja Não posso prometer que não vai doer Tudo que eu quero é ver você morrer AQUELE Parece-me que há dois de mim em um só corpo Duas almas colidindo uma à outra Em uma batalha infinita Sou aquele que não se importa com nada Que não sente mais nada Que diz foda-se ao mundo Sou aquele que se fere com tudo Cada palavra proferida por você Atinge a minha pele Adentra minhas entranhas Corrói meus órgãos Lateja no meu cérebro Sou aquele que te ama com todas as forças Sou aquele que não te q...
MALDIÇÃO/LIBERTAÇÃO
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Há muito tempo, existia uma lenda de uma princesa que, devido a uma maldição, tinha sido trancada em uma torre alta sem portas e com apenas uma janela vermelha bem lá no topo da torre que ficava distante de tudo no meio de uma floresta escura e sombria. A lenda dizia que os pais da princesa que viviam em um reino muito distante dali foram obrigados a trancafiá-la nessa torre até que algum homem honrado a salvasse e a livrasse de tal maldição. Alguns ainda acrescentavam que apenas o tal beijo de amor verdadeiro a libertaria e que o homem deveria ser um príncipe, mas pouco se sabia sobre a verdadeira maldição. Durante anos e anos homens adentravam tal floresta, ou voltavam sem ter achado a torre ou não voltavam nunca mais. E, assim, a lenda perpetuava-se e cada vez mais informações eram acrescentadas, como a existência de um tesouro dentro da torre ou de um dragão que protegia a princesa e não deixava nenhum homem sair vivo. Alguns diziam que não existia torre nenhuma e que não acredi...
Cansaço
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Cansaço me define Eu sou a definição de cansaço Cansaço é minha religião Vivo cansada Morro de cansaço Não há nesse mundo pessoa mais cansada que eu A cada respiro que dou minha alma solta um ai Um ai dolorido, pesado, quase como um desabafo Quase como um aviso de não sei quanto mais posso aguentar Não há uma parte do meu corpo que não doa Parece que o cansaço corrói meus ossos, Meus músculos, minhas veias Minha alma grita de dentro para fora Arrebentando cada célula, uma por uma Culminando em uma grande explosão majestosa Vermelha, sangrenta E, por fim, silêncio.
Senhor Afrânio
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Lilian era uma dona de casa comum, com seus problemas comuns saía para comprar legumes na feira, voltava para casa para preparar o almoço das crianças, lavar a louça e arrumar os filhos para irem ao colégio, dava um beijo na testa de cada um e lá iam eles contentes e saltitantes para a aula, às vezes não tão contentes, emburravam um pouco, reclamavam, mas iam mesmo assim. Então, voltava para seus afazeres, sempre tão ocupada, arrumava a casa, varria, passava pano, como essas crianças fazem bagunça! Cansada sentava-se no sofá para assistir um pouco de televisão, era quando acontecia, todo dia na mesma hora tocava o telefone, ela ia correndo atender e sempre perguntavam sobre um tal de senhor Afrânio, nas primeiras vezes ela foi educada e disse que era engano, mas a pessoa não entendia, então, explicava, não existe nenhuma pessoa com esse nome aqui nessa casa. Nos dias seguintes a pegavam no meio da faxina, um pouco mais irritada, respondia rispidamente: Não! Não tem ninguém aqui com es...