-Meu Deus, de novo, não!
Perdoa se não ouvi o que você dizia naqueles segundos em que me perdi no seu sorriso e só voltei ao som da minha mente gritando -Meu Deus, de novo, não! E sacudi um pouco a cabeça para dispersar o pensamento me dizendo o tanto que te amo que chega a ser ridículo na tentativa em vão de voltar a prestar atenção na sua narrativa que honestamente não consigo nem lembrar sobre o que dizia, só consigo lembrar de teus negros cabelos, das curvinhas do sorriso, da armação de teus óculos... -Meu Deus, de novo, não! Dei uma risada esperando que não fosse uma pergunta e esperando que meus olhos atentos te enganassem de que eu realmente sei do que se trata essa tua falação quando na verdade eu estou só pensando: -Meu Deus, de novo, não!