Taverneira maldita
Marsala se encontra novamente sentada em um banquinho duro de uma bancada em uma taverna qualquer com um ambiente duvidoso e porcamente iluminado bebendo sua bebida favorita: uísque barato.
A sua energia já anda baixa há
algumas semanas, mas ela vem empurrando esse momento inevitável com a barriga
porque o detesta com todas as forças. Ela precisa achar algum homem para sugar
as energias, mas para isso deve iniciar qualquer tipo de contato sexual com tal
homem, o que sempre lhe é penoso ou, no mínimo, tedioso.
Séculos e séculos sem fim
sobrevivendo apenas para experimentar sexo meia-boca com homens insossos que
mal lhe forneciam a energia sexual necessária de tão ruim que era a transa. Mas
que existência miserável! Suspira.
Já um tanto bêbada, ajeita
seus longos cabelos negros e cacheados com as mãos tirando-os do rosto para
procurar pela taverna por seu próximo alvo, mas volta rapidamente sua atenção
ao copo de líquido marrom reluzente à sua frente. Nada de interessante para se
ver por aqui. Com mais um suspiro, agora mais exacerbado, bebe o último gole,
bate o copo na bancada e pede outra dose levantando levemente sua mão ainda com
os olhos voltados para baixo.
Ao levantar seu olhar, se
depara com uma taverneira sorridente, voluptuosa, com seios palpitantes e
bochechas coradas segurando um novo copo de uísque que lhe entrega olhando
firmemente em seus olhos, o que deixa Marsala um tanto confusa e incomodada. De
onde veio tal taverneira e há quanto tempo estava ali parada majestosamente em
minha frente segurando minha bebida predileta? Questiona-se lembrando que já
tinha visitado essa taverna algumas vezes, porém nunca havia notado essa mulher
interessantíssima que agora passava um pano bolorento pela bancada a fim de
limpá-la, mas que só fazia era sujar mais ainda sua superfície. O ser em sua
frente não parecia real, mais parecia um anjo, dava quase para se ver sua aura
brilhando mesmo enfiada naquele buraco abafado de pouca luz.
A cada movimento da passada de
pano, Marsala a olhava fixamente e torcia para que o tecido mole de sua blusa
cedesse e caísse mais um pouco para revelar ainda mais o busto avantajado da
bela taverneira.
De tanto ser observada por
Marsala, a taverneira percebe que está sendo atentamente seguida pela súcubo e
parece gostar, pois se aproxima de sua cliente e pergunta com um sorriso
sedutor se ela precisa de mais alguma coisa.
Marsala sente seu rosto
queimar e antes mesmo de perceber, se vê segurando na mão da taverneira e
perguntando seu nome. Tábata, disse ela. Preciso, sim, Tábata. Preciso de você.
Seus beijos eram quentes e
longos. A cintura fina contrastava com os quadris largos e as coxas grossas. O
beco atrás da taverna nunca havia visto cena mais excitante. Tábata ferve em
uma acumulação de tensão sexual, e Marsala mal pode esperar para sugá-la. A
taverneira então se esvaece nos braços da súcubo. Nunca tinha se sentido assim,
completamente esgotada. A súcubo ri sarcasticamente. Acontece sempre com as
minhas vítimas. Vamos de novo?
- Vamos. Declara decididamente
a taverneira.
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