Como a morte
Por um anjo da morte fui tocada
Por um anjo da morte fui tocada
A
mão gélida decrépita de quem um dia foi vivo
E agora
caminha como uma alma penada
Levando
minhas memórias
Minhas
vontades
E
seus motivos
A
dor no peito se intensifica
A
ânsia vem à boca
E
a vida passa na minha mente
Revivendo
os bons momentos do passado
Para
que a dor da perda seja mais latente
E
vai embora apressado
Como
se nunca ali estivesse presente
Anjo
da morte que leva minha alma
Mas
esquece de meu corpo
Casca
sem vida, sem nada
Perdida
num mundo que já acabou
E que se recusa a deixar a lembrança
De
que um dia o anjo da morte
Foi
a esperança
Que
me deixou
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