Todos os tipos de nada
Cheguei em casa, sentei em minha cama e lá fiquei parada no
escuro pelo que me pareceu uma vida inteira sentindo nada. A gravidade me
parecia especialmente agressiva me puxando para baixo enquanto minha mente
enlouquecia tentando se elevar, mas não conseguia. E eu olhava para o nada na
escuridão dentro de mim mesma, incapaz de sentir qualquer tipo de emoção.
Tentei chorar, mas foi em vão. Tentei me levantar, mas desisti, não tinha
forças e nem vontade. Finalmente deitei e dormi.
Os dias foram passando e mais nada foi me encontrando. Não
fiz nada, absolutamente nada, ainda assim, as roupas foram se acumulando em uma
cadeira, copos, pratos, talheres largados por todo lado, sujeira e poeira pelos
cantos de meu quarto. A cama parecia estar em sintonia comigo, de tanto me
remexer e me rolar para todos os lados no desespero do vazio, minha cama também
se despiu de tudo e se mostrou também vazia.
Tentei preencher o nada com coisas boas que me fazem feliz,
mas só me esgotei ainda mais. Me sinto rodeada por nada, em um vazio completo
e, dentro de mim, um abismo profundo, escuro e frio me puxando para baixo.
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U.U
ResponderExcluirTanta intensidade.
ResponderExcluirTao real.
Tão palpável.👏👏👏
Obrigada!
ExcluirDe onde surgiu o nome Madame Caputo para o Blog, quem é esta mulher?
ResponderExcluirMadame Caputo foi minha tataravó e eu uso como o nome do meu eu lírico c:
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